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As autoridades argentinas intensificaram a busca por Fawzi Karaki, suposto integrante do Hezbollah, acusado de envolvimento em atentados contra alvos judaicos na América do Sul, incluindo o emblemático ataque de 1992 à Embaixada de Israel em Buenos Aires.
Segundo o Ministério da Segurança da Argentina, Karaki teria adquirido o carro-bomba usado no ataque e, atualmente, reside no Líbano. O governo argentino solicitou à Interpol um alerta vermelho para sua captura, contando com o apoio do Brasil e do Paraguai.
A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, revelou que Karaki é monitorado desde os anos 1990 por supostamente atuar no recrutamento de membros e na organização de novos ataques na América Latina. Em 2004, ele teria recebido um passaporte venezuelano sob o nome de David Assi, o que possibilitou sua movimentação pela região.
Karaki é também apontado como responsável por ter comprado o veículo usado no ataque de 1992, com um passaporte falso.
Além disso, o caso reacende tensões diplomáticas, pois o Irã, que mantém laços estreitos com o Hezbollah, tem criticado duramente a postura argentina. Recentemente, o jornal estatal iraniano Tehran Times afirmou que o país “não esquecerá” o alinhamento de Buenos Aires com Israel, lançando uma série de ameaças veladas em meio à crescente aliança entre Argentina e Israel, especialmente após a eleição de Javier Milei.
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