O vereador Antonio Carolino (Podemos), através do Projeto de Indicação nº 26/2023, propõe ao Executivo Municipal, mais uma política pública em prol das ações afirmativas de Salvador, maior cidade negra do mundo fora da África. A proposta apresentada chama-se Terreiro Legal prevê a reforma e qualificação dos terreiros da cidade, dentro de um objetivo maior que é criar mais um vetor de desenvolvimento social, emprego e renda, fortalecendo bandeiras de paz, antirracistas e combatendo a intolerância religiosa.
Como diz o vereador, a iniciativa é inspirada no “já exitoso projeto Morar Melhor”, vinculado à Secretaria Municipal de Infraestrutura e que já reformou mais de 47 mil casas em 370 localidades de Salvador e tem o compromisso público do prefeito Bruno Reis de receber ainda mais aporte de recursos em 2023, agora no valor de até R$11 mil por reforma.
Para o vereador, que desempenhou a função de subsecretário de Reparação entre os anos de 2020 e 2021, “é correto considerar os templos de matrizes africanas como lugares de restauração de famílias, ativos culturais, núcleos de cidadania, logo, merecedores de deferência e investimentos por parte do poder público”.
Nunca é demais lembrar: Salvador possui quase 3 milhões de habitantes e segundo o IBGE, 82% desta população é formada por negros e pardos. O texto constitucional de 1988 e a Lei Orgânica do Município são claros: o Brasil é um país laico, porém é salutar e necessário reconhecer os bons préstimos das religiões afro-brasileiras para a convivência cidadã, para a paz social ainda mais em nossa capital, a mais negra e plural fora da África.
Cultura e história – No projeto, Carolino propõe a concessão de R$ 20 mil a R$ 30 mil por templo para reformas e requalificação dos terreiros da cidade. “São espaços que possuem relevo histórico, acervos de valor inestimável e contam a história real, sem retoques e edição, da primeira capital do Brasil, sob a perspectiva simbólica e ancestral dos escravizados que hoje precisa da devida reparação e de protagonismo”, diz o vereador.
“Além de promover melhorias estéticas e estruturais nos templos de religião de matriz africana da cidade, tal medida visa acelerar e valorizar o processo de cadastramento de terreiros junto à Secretaria Municipal da Reparação. Números atualizados da Semur indicam que Salvador possui 847 terreiros catalogados, destes 668 georreferenciados e 241 isentos de IPTU”.
O autor do projeto diz ainda que é o próprio Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa do Município que dá amparo legal para que esta medida entre em vigor o quanto antes. Conforme o Artigo 37, “os templos religiosos de matriz africana no município de Salvador serão reconhecidos como patrimônio histórico e cultural de origem afro-brasileira, devendo o Poder Público adotar políticas específicas de proteção, valorização e qualificação do seu patrimônio material e imaterial”.
O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou neste sábado (1º), em…
Há vídeos que duram poucos segundos, mas resumem um mandato inteiro. Na minha avaliação, este…
Salvador segue ampliando sua presença no cenário internacional do turismo. A capital baiana registrou crescimento…
Após ultrapassar 18 mil atendimentos na capital baiana, o Viver Salvador nos Bairros chega à…
Moradores de São Cristóvão fecharam trecho da Avenida Paralela e cobraram justiça pela morte de…
O candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) destacou, nesta sexta-feira (31), a…
This website uses cookies.