SAUL LOEB / AFP
A pouco mais de três meses da eleição, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de 81 anos, anunciou neste domingo (21) que não será mais candidato à reeleição. A decisão veio após intensa pressão interna do Partido Democrata, que começou depois de um desempenho desastroso no debate de fim de junho.
Mesmo com várias tentativas de Biden para assegurar apoiadores e eleitores de que tinha condições de derrotar Donald Trump, a confiança não foi restaurada.
Nos últimos meses, Biden tentou demonstrar vitalidade política com entrevistas e discursos enérgicos, mas gafes frequentes agravaram as preocupações sobre sua idade avançada. Em uma coletiva, ele confundiu sua vice, Kamala Harris, com Trump, e em eventos de campanha, cada erro aumentava a pressão pela sua saída. Pesquisas recentes mostraram Biden atrás de Trump em estados-chave, como Pensilvânia, Wisconsin e Michigan, tornando mais remota sua chance de reeleição.
Agora, os democratas enfrentarão o desafio de definir uma nova chapa na convenção do partido, prevista para agosto, em Chicago. Entre os nomes cotados para substituir Biden estão Kamala Harris, Gavin Newsom (Califórnia), J.B. Pritzker (Illinois), Josh Shapiro (Pensilvânia) e Gretchen Whitmer (Michigan), além de Pete Buttigieg.
A última vez que uma convenção democrata escolheu um candidato de fato, ao invés de apenas oficializar o vencedor das primárias, foi em 1968, quando Hubert Humphrey perdeu para Richard Nixon.
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