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Em Salvador, as facções criminosas estão deixando de lado os “olheiros” humanos e passando a monitorar as ruas com câmeras clandestinas instaladas em postes para vigiar moradores e prever a chegada da Polícia Militar. Segundo um policial que atua na Federação, os criminosos camuflam os equipamentos em caixas de internet, dificultando sua identificação. “Só na nossa região, nesse ano, a gente tirou mais de 30 câmeras”, revela o PM.
O objetivo dos criminosos é manter controle sobre áreas estratégicas, como pontos de venda de drogas, enquanto a polícia trabalha constantemente para remover os dispositivos.
Esse cenário não se limita a um bairro ou facção. A tecnologia do tráfico já está presente em regiões de atuação do Bonde do Maluco (BDM), do Comando Vermelho (CV) e até no Subúrbio Ferroviário, com operações recorrentes da polícia para coibir a prática. Em áreas como Mussurunga e São Cristóvão, a situação é semelhante, com policiais relatando a retirada de diversas câmeras clandestinas ao longo de um ano de operações.
Apesar das ações, os policiais relatam o desafio de impedir novas instalações, que reaparecem em pouco tempo.
Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública do Estado não respondeu sobre um projeto específico para combater a prática.
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(Com informações do Correio)
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