Os ambulantes que vão atuar no Carnaval de Salvador participaram, nesta terça-feira (31), no auditório da Faculdade Dom Pedro II, no Comércio, de mais uma edição do curso gratuito de Boas Práticas para Manipulação de Alimentos. A qualificação foi promovida pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através da Diretoria de Vigilância da Saúde (Dvis), Vigilância Sanitária (Visa), Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e Vigilância em Saúde Ambiental do Município (VISAMB).
No treinamento, são abordados temas como Boas Práticas de Fabricação e Manipulação dos Alimentos; Exigências Sanitárias para Venda de Alimentos; Qualidade da Água para Consumo; Qualificação dos Fornecedores; Principais Irregularidades Encontradas nas Inspeções Durante os Carnavais e Festas Anteriores, dentre outros, são os objetivos do curso. Além disso, a SMS também ofertou uma palestra sobre saúde do trabalhador, sobre como evitar acidentes e possíveis doenças ocupacionais.
A vendedora de água de coco Lenilza Gomes, de 60 anos, atua na Praça da Sé, próximo à Cruz Caída, e aprovou a iniciativa.
“Eu acho muito importante essa capacitação. É bom porque a gente aprende mais, dá mais um esclarecimento do que a gente pode melhorar naquilo que a gente já sabe. É gratificante, a gente se sente mais seguro e repassa para outros colegas, como multiplicadores”.
A vendedora informal Jéssica Santos, de 51 anos, trabalha há sete anos no Centro Histórico. Comercializando cachorro-quente, ela destaca a importância das boas práticas.
“Eu trabalho com luva, com pano de prato, a panelinha já vem montada, deixo tudo organizado. Além disso, uso gorro para proteger os cabelos, corto as unhas, protejo tudo, porque é alimento, tem que se ter um cuidado especial para atender bem o cliente”.
A subcoordenadora da Visa, Gilmara Sodré, conta que a capacitação é importante pela característica de Salvador, de venda de comida de rua.
“Nós entendemos a importância da atividade, realizando trabalhos educativos direcionados para este segmento. O nosso intuito é qualificar a categoria em boas práticas, com um cuidado desde a compra do produto, o preparo e a venda na rua. Espera-se que os produtos tenham segurança do ponto de vista sanitário, para termos um Carnaval seguro, sem intercorrências”.
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