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Vereadores repercutem em sessão na Câmara impacto da greve geral

 

Crédito: Rafael Santana/TV Servidor

Os vereadores usaram a tribuna na tarde desta terça-feira (2), em sessão ordinária na Câmara para discutir novamente sobre as reformas propostas pelo governo do presidente Michel Temer e repercutiram a aprovação da reforma trabalhista. Na ocasião, vereadores manifestaram posições sobre o movimento de paralisação, denominado de greve geral que ocorreu na ultima sexta-feira (28), em todo o País.

A sessão desta terça na Câmara Municipal foi dedicada a repercutir o impacto da greve geral contra as as reformas trabalhista e previdenciária do presidente Michel Temer (PMDB).

Durante a sessão, os vereadores de partidos aliados ao governo de Michel Temer criticaram a data escolhida para a paralisação, afirmando que o fato de acontecer na sexta-feira faz com que se torne uma espécie de feriadão, já que segunda-feira, 1 de maio, é feriado pelo Dia do Trabalho. Em tom provocativo, Cezar Leite havia sugerido aos movimentos grevistas que a paralisação ocorresse no feriado do Dia do Trabalhador na segunda-feira.

O vereador Ricardo Almeida (PSC) acredita ser necessário haver uma reforma trabalhista e da previdência, embora alguns segmentos da classe evangélica seja contra as propostas do governo Temer. Almeida afirmou que é “direito de todo brasileiro participar de greves” e que só esperou que as manifestações não tiveram caráter “pacífico”, mas um caráter de “violência”.

Já o vereador Sílvio Humberto (PSB) disse que a mobilização da greve geral na última sexta foi um “sucessaço” e voltou a lamentar a aprovação do Projeto de Lei (PL) 6.787/16, que trata da reforma Trabalhista. Aprovada na Câmara dos Deputados com 296 votos a favor e 177 contra, a matéria segue agora para análise do Senado. O texto altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Hoje, os trabalhadores estão vivendo o fim do mundo, com a aprovação dessa reforma, que não é reforma, mas sim a destruição dos direitos trabalhistas. Foram grandes perdas para os trabalhadores nessa reforma, que na realidade defende os interesses patronais”, ressalta ele, ao destacar que entre as “perdas previstas” com a medida, destacam-se o aumento da carga horária de trabalho; o enfraquecimento dos sindicatos; e o pagamento das férias parcelado em três vezes.

“Teremos o excesso de jornada e vários direitos conquistados com muito esforço destruídos por essa reforma. Lamento que a maioria dos deputados tenha votado favoráveis a essa reforma e aqui parabenizo aqueles que ficaram a favor do povo e foram contra esse projeto. A população vai estar nas ruas amanhã (hoje) e não vamos desistir da luta contra estes projetos que representam o fim do mundo para os trabalhadores”, pontua.

Outros vereadores de oposição, entre eles, Marta Rodrigues, repercutiram tambem sobre a mobilização e voltaram criticar a reforma aprovada pelos deputados federais. Para Marta, a reforma Trabalhista “não traz benefícios reais ao trabalhador”, além de afirmar que 40 anos de contribuição, conforme mudança proposta pela reforma da Previdência, continua sendo um período “longo e punitivo demais” para o trabalhador brasileiro.

O vereador Hilton Coelho falou também que a redução de custos por conta da reforma da Previdência poderia ser retirada de outros lugares, como na taxação das grandes fortunas e na diminuição do pagamento da dívida.

Em meio a discussão das reformas Trabalhistas e Previdência, o vereador Odiosvaldo Vigas (PDT) chamou atenção para a importância de debater e implantar a reforma política. “Hoje se fala em reforma Trabalhista e Previdenciária, mas esqueceram a mãe das reformas que é a política”, frisa ele, ao ressaltar que reforma política é que vai mudar a fisionomia dos congressos, assembleias e câmaras.

“A vida política e administrativa do País só vai melhorar a partir de mudanças eleitorais. Não adianta debater outras reformas sem lembrar da principal que é a reforma eleitoral”, afirma.

Vigas defende também uma adequação dos partidos com fiscalização na compra de voto e caixa dois, além da criação de uma política especial para combater crimes eleitorais.

Rafael Santana

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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