Crédito: Cristiano Mariz/VEJA
Está declarada uma guerra interna no PSDB que pode resultar na perda do ministério das Cidades e na troca do comando partidário nas próximas semanas. Rachado desde a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados, o partido terá a difícil missão de se reunificar antes do fim do ano, quando a convenção nacional da legenda elegerá sua nova direção. O estopim que gerou a nova crise foi o programa partidário divulgado na noite de quinta-feira no qual uma das principais mensagens foi a de que o Brasil vive um regime de “presidencialismo de cooptação”. O recado foi claro à gestão Temer, assim como a seus antecessores, que governaram trocando cargos e recursos públicos por apoio no Congresso.
Ao tratar desse assunto, a direção tucana mexeu com os brios de ao menos três dos quatro ministros peessedebistas, além de outros vários representantes que defendem a manutenção do apoio ao impopular Governo Temer. O programa foi ao ar semanas depois que o senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE) foi oficializado como o presidente da transição da legenda, em substituição ao presidente afastado Aécio Neves (PSDB-MG). O termo que incomodou parte da base tucana – presidencialismo de cooptação – foi sugerido pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. É Tasso, contudo, quem assumiu toda a responsabilidade pelo teor da propaganda partidária.
“Não me arrependo de nada. Tenho responsabilidade total pelo programa”, afirma a jornalistas após participar de uma palestra, em Fortaleza, ao lado do prefeito tucano paulistano, João Doria, em mais uma viagem de prospecção de campanha com mira em 2018.
Informações extraídas da Tribuna da Bahia
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