Carlos Moura / SCO / STF
O que parecia apenas mais um protocolo de segurança na aviação acabou levantando um alerta bem maior nos bastidores de Brasília. O avião que levaria o ministro do STF, André Mendonça, ao Rio de Janeiro teve a decolagem abortada após “suspeita de dano” e “falha mecânica” ainda na pista.
Oficialmente, tudo seguiu o padrão da aviação civil, inclusive dados da ANAC mostram que esse tipo de interrupção acontece justamente para evitar tragédias. Mas o momento e o personagem envolvido fizeram o episódio ganhar outra dimensão.
O histórico recente do país inevitavelmente vem à tona. Casos como a morte de Teori Zavascki, em um acidente aéreo no auge da Lava Jato, e de Eduardo Campos, além da facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha, ainda estão vivos na memória política do país.
Não há qualquer confirmação de irregularidade além da falha técnica, mas o episódio reacende questionamentos e deixa no ar aquela sensação que Brasília conhece bem: quando envolve poder, nem sempre tudo é só coincidência.
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