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A “combinação” Lula para presidente e ACM Neto para governador deixou de ser apenas uma provocação de redes sociais e virou um problema político recorrente para a campanha de Jerônimo Rodrigues (PT). A coligação do governador voltou ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia para tentar retirar do ar uma publicação do Portal Sebastianense com o jingle “Meu presidente é Lula 13, meu governador é Neto 44”, mas o pedido de retirada imediata foi negado.
Segundo informações reveladas por O Globo e repercutidas nesta quinta-feira (20), a Justiça entendeu, em análise preliminar, que não há indicação de ligação entre o perfil e a campanha de ACM Neto e classificou o conteúdo como manifestação individual de preferência política, sem elementos suficientes, neste momento, para tratá-lo como propaganda institucional.
A Meta deverá fornecer os dados do responsável pelo perfil e o mérito da ação ainda será julgado.
O episódio é ainda mais significativo porque não foi o primeiro. Dias antes, a coligação de Jerônimo já havia pedido a retirada de outro vídeo em que cinco influenciadores, com aproximadamente 2,6 milhões de seguidores somados, defendiam o mesmo voto cruzado; o conteúdo havia passado de 500 mil visualizações e 11 mil curtidas quando o TRE-BA rejeitou a remoção.
A reação saiu dos tribunais e entrou definitivamente na campanha: Jerônimo classificou o movimento Lula-Neto como “oportunismo”, enquanto aliados petistas vêm reforçando publicamente a tentativa de colar sua candidatura à do presidente.
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