O preconceito é mais violento contra a mulher negra, avalia Ireuda Silva

A vereadora Ireuda Silva (PRB), vice-presidente da Comissão da Reparação e membro da Comissão da Mulher, fez uma análise da posição de desigualdade da mulher negra na sociedade brasileira. Em entrevista ao apresentador e também vereador Geraldo Jr. (SD), na rádio Metrópole, a republicana destacou que o problema é o reflexo de um processo histórico que remonta ao período escravocrata. “A situação das mulheres negras é uma das coisas que mais me preocupam porque sinto na pele. No mercado de trabalho, as dificuldades começam por ela não ter, muitas vezes, a estética que eles precisam: a pele clara, o olho verde, o cabelo liso… Já começa por aí”, disse. “Além disso, a mulher negra é, muitas vezes, vista como incapacitada. Quando se fala de negritude, somos vistas como menores. Somos a massa que contribuiu para a formação do nosso Brasil, mas entendem que isso aconteceu de forma bruta, por trás das cortinas. O preconceito é mais violento contra a mulher negra, que também sofre com o machismo”, avaliou Ireuda, apontando que, em pleno século XXI, ainda é escassa a presença da mulher negra em espaços de poder. “Quantas mulheres são vistas em espaços de poder? Na Câmara Municipal, são 43 vagas e oito mulheres. E negras? Poucas. E nos demais espaços? No Judiciário?”, questionou.

Em novembro, mês da Consciência Negra, a vereadora conduzirá uma série de atividades sobre o tema. A primeira delas ocorrerá no próximo dia 9: uma sessão especial sobre a marginalização do negro em Salvador. O evento está marcado para as 14h, na Câmara Municipal.

Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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