Alea jacta est, para poucos .
Recentemente , fui a uma palestra de Gilles Lipovetsky,alguém de esquerda ,mas que colocou Karnal em um lugar meio limbo, ele criou uma expressão bem específica para os dias de hoje nessa democracia errática: “ética indolor”. Ética deixa de ser valor e vira tendência do consumidor em sua customização mais palatável,tipo um abadá que você cria todinho seu.
Há algumas semanas, no país ,uma bomba declarada: a democracia cobra um preço para sua entrega de liberdade delivery, preço da maracutaia, cambalacho, decadence avec elegance, falo da prisão/ soltura de Temer mais imediata do que a sua aparição de herói, não mais golpista, tudo numa questão de perspectiva.
Moral da história: para grandes ladrões,grandes juízes,por certo há bandidos e bandidos, os que têm as mãos sujas de sangue,arma na mão, para eses, as celas, a inclusão, se há justiça ou não, não importa, são chacais declarados, as celas, o exílio , o codinome, a revelia, nessas celas não é importante se há os que as pilham de livros a manteigas , perigosos , sistema age em prol de seu esquecimento.
O benefício da dúvida, nenhum.
Para os grandes bandidos, a corrupção se delineia numa metáfora leve , potencial criminoso menor , endereço fixo,e as metáforas se estendem em justificativas menores porque eu,se roubasse uma calça jeans, estaria presa, eles roubam uma Nação: soltos, crime perfeito, adequações para todos os lados, togas de plantão, sensação de que a justiça é justa , se há classe .
Para eles , as togas também delivery, dispõem sua palheta de customização ética das mais variáveis.
Vieira estava certo: há grandes e pequenos ladrões,os daqui , em sendo grandes,nos revelam pequenos,talvez vivamos de pequenos saques entre os intervalos das novelas reais .
Um brinde a Arthur Shopenhauer: “e as moscas nasceram “,há algo mais a nascer disso?? Se houver, azar do que nasça.
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