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Janeiro é marcado por racismo em Salvador, diz Sílvio Humberto

“Nem mesmo a cidade mais negra do mundo fora da África do Sul está imune de sofrer o peso do racismo e sua escravidão mental”, diz o vereador Sílvio Humberto (PSB), ele falou sobre os casos registrado já no início de 2020. Um dos primeiros casos, o estudante de Letras, Jeferson Campos utilizou seu perfil no Instagram para denunciar que foi vítima de racismo e homofobia no Shopping Barra. Já o estudante Duarte João de Nascimento Landa também usou suas redes sociais para denunciar que foi vítima de racismo no último ensaio de Léo Santana no ‘Baile da Santinha’.

Segundo ele, dois policiais civis o abordaram, aparentemente buscando por drogas, “na abordagem eles perguntaram se eu tinha drogas sob minha posse e eu cordialmente disse que não, abri a bag e a minha pochete que não havia necessidade, mas fui o mais prestativo diante do equívoco deles e não encontraram nada… em seguida o outro pediu meus documentos, eu mostrei, mas ele abriu minha carteira pessoal que eles não têm autoridade para revistar”, disse, Duarte João completa que um dos policiais chegou a tirar o dinheiro da carteira dele, “ele perguntou se eu queria ser removido do show, eu falei que preferia a remoção, mas ele usou do abuso de poder para, em um tom agressivo, me mandar sair caso ele ficaria com o dinheiro e eu seria removido do mesmo jeito”, diz trecho do post do estudante, publicado em uma rede social.

“Bucha um e bucha dois” essa foi a expressão usada por um segurança da CCR Metrô Bahia para falar das irmãs gêmeas que estavam acompanhadas de sua mãe, Sandra Weydee, de 37 anos. Sandra e as meninas voltavam para casa depois de um passeio, por volta das 18h30. Quando passaram pelas catracas da estação Rodoviária, avistaram três seguranças, um branco e dois negros. O homem branco, ao avistar as garotas, gritou: “Misericórdia. Bucha um e bucha dois”. Em seguida, começou a dar risada. Sandra além de relatar nas redes sociais , registrou na tarde de terça-feira, 28, na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e Adolescente (Dercca) a ofensa sofrida por suas filhas.

Segundo Sílvio Humberto, “o racismo não vale com a questão do espaço, momento ou circunstância. O racismo não tira férias, pois o tempo e espaço para ele não existe e as estatísticas estão aí aumentando. Um dos elementos que podem fazer sobretudo nos espaços de consumo, é não comprar nesses locais. Não vamos fortalecer os negócios e espaços que não valorizam a diversidade que nós somos”, apontou. Sobre o repúdio, o vereador é enfático. “Não podemos nos calar diante dessas situações, pois somente através da denúncia e da ação da justiça que podemos minimizar e combater esse crime. Não há saídas individuais para vencer o racismo. Seguimos em luta por ações coletivas e de combate”, finalizou.

De acordo a última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 79% da população de Salvador, se autodeclara negra.

Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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