Ao contrário de advogados que se mostraram chocados com a notícia, a denúncia publicada pelo site JuriNews, nesta segunda-feira (22), de que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil paga o aluguel do vice-presidente Luiz Viana, em Brasília, não surpreendeu ao ex-presidente e candidato à presidência da seccional baiana, Dinailton Oliveira. Ao longo da campanha ele vem alertando a categoria para a característica “interesseira” do grupo que comanda a Ordem há 9 anos, tendo Viana como líder.
“Esse auxílio-moradia, que representa algo em torno de R$220 mil por ano, é a cara desse grupo que domina a OAB e que tem duas chapas concorrendo, uma com a atual conselheira federal e outra com a vice presidente. O próprio Luiz Viana é candidato na chapa de Daniela Borges. Esse grupo deu as costas para a advocacia e só se preocupa com benefícios pessoais, só defende os interesses de uma elitezinha já privilegiada”, denunciou. E observou que, se a chapa vencer as eleições, Viana manterá os benefícios que incluem até mesmo lavagem de cortinas.

Poder econômico – No debate entre os candidatos à OAB-BA, promovido pela TV Band Bahia, no início da tarde, Dinailton, em nome da chapa OABpraValer/58, acusou as candidatas adversárias de abuso de poder econômico e político na campanha. “É algo nunca visto e eu queria saber quem está financiando esses comitês milionários e tantas festas, assim como o ônus que terão que pagar se assumirem a Ordem?”, questionou.
Dinailton classificou o momento atual da advocacia baiana como o mais grave que ele já presenciou, com muitos colegas abandonando a profissão por falta de estrutura do Poder Judiciário e de suporte da Ordem.
Após o debate, aproveitou para alfinetar as chapas situacionistas: “Foi humilhante ver, na pandemia, advogados tendo que apresentar atestado de pobreza à OAB para receber cestas básicas. Enquanto isso, o vice-presidente nacional, que pertence à elite da advocacia, estava faturando com auxílio-moradia. Uma vergonha, que não pode ficar impune”.
Dinailton reafirmou sua luta pelo direito ao voto dos advogados inadimplentes com as anuidades da OAB, frisando que o índice de 72% revela o quadro de dificuldades enfrentado pela categoria.
“Eles não estão inadimplentes porque querem, e, sim, porque não estão tendo condições de se sustentar com o exercício profissional. Estão abandonados pela direção da Ordem, que deveria ser acolhedora, em vez de buscar só benesses para quem já está no topo da elite”.
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