Enquanto o tráfico de drogas, o crime organizado e vagabundos de todo tipo aterrorizam o Estado, o Alto Comando da Polícia Militar da Bahia pune policiais militares que não se curva diante dos majestosos Comandantes Gerais.
Informações da Coluna Raio Laser apontam que o major Cis de Paula Bahiense foi severamente punido, e condenado a dez dias prisão no Batalhão de Choque da Polícia Militar em Lauro de Freitas, pela Corregedoria da Polícia Militar “por não ter cumprimentado os superiores em um restaurante, mesmo estando fora de serviço”.
O fato aconteceu no restaurante Oliva Gourmet, do Shopping Paralela, em 5 de maio deste ano. “Na ocasião, destaca o processo, apesar de identificar a presença dos oficiais superiores, não procedeu com o que determina a norma referente ao cumprimento dos preceitos da hierarquia e disciplina da corporação.”

Diz a matéria:
Os oficiais que sentiram ofendidos porque não receberam continência do major quando ele estava de folga foram Paulo Coutinho, Nilton Cézar Espíndola e Manoel Xavier de Souza Filho, respectivamente, comandante-geral, subcomandante-geral e comandante de Operações da PM.
Um dos trechos do processo da Corregedoria da PM eleva ainda mais o caráter de surrealidade do episódio: “Ademais, o aludido oficial permaneceu por um longo período da condição de proximidade, ocupando mesa adjacente das autoridades indicadas e não apresentou qualquer gesto de gentileza com seus superiores hierárquicos, mesmo tendo se retirado antes daqueles (os comandantes)”. Por considerar infração disciplinar, Cis Bahiense recebeu a pena de dez dia de detenção, que começaram a ser cumpridos na última quinta-feira. Porém, o major já havia sido exonerado do cargo de comandante da Companhia Independente de Policiamento Especializado – Nordeste, somente sete dias após deixar de cumprimentar os chefes.
Outro detalhe que chama a atenção foi a celeridade com a qual a Corregedoria puniu o major, que está há mais de três décadas na PM. Enquanto processos contra policiais acusados de homicídio, extorsão, envolvimento em organizações criminosas e agressão costumam durar anos sem resultar em punição, Cis Bahiense foi alvo de ação interna de rito sumário instaurado no dia 25 de maio, sem chance de recursos e que resultou e condenação em menos de seis meses.
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