O deputado federal André Janones (Avante), que se destacou como o segundo parlamentar mais votado de Minas Gerais em 2022, está envolvido em uma controvérsia séria. Em uma gravação feita sem seu conhecimento e divulgada pelo portal Metrópoles, Janones é ouvido discutindo sobre a prática conhecida como “rachadinha” com seus assessores. Nessa gravação, ele explicita como pretende usar os salários dos funcionários de seu gabinete para cobrir despesas pessoais, incluindo casa, carro, poupança e previdência. Essa prática é considerada enriquecimento ilícito e pode levar à inelegibilidade, conforme o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na mesma reunião, que ocorreu na Câmara dos Deputados, Janones tentou justificar suas ações, citando as perdas financeiras sofridas em sua campanha para prefeito em 2016 e alegando que seria injusto os assessores manterem 100% de seus salários. Ele argumentou que a contribuição dos assessores seria parte da “reconstrução” de seu patrimônio perdido.

Janones ainda expressou sua disposição em renunciar ao mandato, caso fosse necessário, demonstrando uma certa indiferença às possíveis repercussões legais de seus atos.
A assessoria de Janones foi procurada para comentar sobre a gravação, afirmando que os áudios são “tirados de contexto”. O parlamentar, no entanto, não se pronunciou diretamente sobre o assunto. Este caso joga luz sobre as práticas questionáveis dentro da política brasileira, levantando debates importantes sobre ética e legalidade no uso de recursos públicos.
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