Nas primeiras horas desta quinta-feira, a Polícia Federal iniciou uma operação que promete agitar o cenário político e de segurança nacional. Em foco está um esquema de monitoramento ilegal de autoridades e cidadãos comuns, supostamente perpetrado por membros da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
As investigações apontam para o uso de ferramentas de geolocalização em dispositivos móveis, como celulares e tablets, sem qualquer autorização judicial. Entre os suspeitos está um nome de peso: o ex-diretor da Abin e atual deputado federal Alexandre Ramagem, que liderou a agência durante o governo de Jair Bolsonaro.

A ação da PF, batizada de “Operação Vigilância Aproximada”, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, marca uma continuação das investigações da “Operação Última Milha”. Os agentes estão realizando buscas em diversos locais, incluindo o gabinete e o apartamento funcional de Ramagem em Brasília.
As medidas não se limitam a buscas: sete policiais federais foram suspensos imediatamente de suas funções por suposto envolvimento no caso. No total, 21 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em diferentes cidades. Esse é um momento crucial para entender os limites e o uso do poder de inteligência no Brasil.
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