
Em meio à complexa situação financeira do grupo Odebrecht, agora chamado Novonor, uma disputa familiar veio à tona com a tentativa de preservar a ilha Kieppe, um ativo patrimonial que a família não quer ver vendido para cobrir dívidas. A ação foi movida pela Cape Patrimonial, parte da família Odebrecht que controla 15% da Kieppe, a holding que administra as empresas do grupo. Esta medida busca evitar a alienação da ilha localizada em Barra Grande, Bahia, conhecida localmente como “ilha da Odebrecht”, e outros ativos, como o Condomínio Casa do Bosque, alegando gestão temerária que culminou com o envolvimento do grupo na Operação Lava Jato.
A Cape Patrimonial, que não foi consultada sobre o processo de recuperação judicial iniciado há cerca de quatro anos, argumenta que há uma venda descontrolada de bens que poderia levar à dilapidação do patrimônio da família. Apesar da ilha pertencer à União e ser tecnicamente inalienável, o que se transaciona é o direito de uso, uma espécie de arrendamento, uma situação que complica ainda mais o cenário.
A disputa segue em segredo de justiça, com decisões judiciais recentes rejeitando o bloqueio de outros ativos solicitados pela Cape, uma decisão que reflete a complexidade e sensibilidade do caso envolvendo um dos maiores conglomerados empresariais do Brasil.
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