
Eles não poderiam estar mais distantes na foto de família dos líderes do Grupo dos Sete, nem na vida real. Luiz Inácio Lula da Silva e o argentino Javier Milei se cruzaram pela primeira vez na sexta-feira na Cúpula do G-7 na Itália, fazendo parte de um elenco diversificado de personagens reunido pela primeira-ministra Giorgia Meloni.
Desde a eleição de Milei no ano passado, quando Lula apoiou publicamente o adversário e foi chamado de “comunista” pelo libertário, a relação entre os dois é fria e distante.
Enquanto Narendra Modi, da Índia, tentou melhorar as relações com os presidentes dos EUA e do Canadá, Lula e Milei evitaram ao máximo um ao outro no evento. Lula buscou transmitir a mensagem de que os líderes de extrema direita são prejudiciais à democracia, enquanto Milei condenou o aborto e falou sobre os perigos do populismo de esquerda.
Lula se reuniu com líderes como Emmanuel Macron, Giorgia Meloni e o Papa Francisco, enquanto Milei teve encontros focados em questões econômicas, como sua reunião com a chefe do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva.
O próximo possível encontro entre os dois líderes pode ocorrer em novembro, no G-20 no Rio de Janeiro.
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