
Os bastidores do governo do presidente Lula estão fervendo. O clima azedou de vez entre os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Fazenda, Fernando Haddad, após a devolução da Medida Provisória (MP) do PIS/Cofins pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
A situação, que já era delicada, ganhou novos contornos de instabilidade, contribuindo para a percepção de que o governo está sem direção.
A disputa de poder entre Costa e Haddad enfraquece ainda mais o já combalido diálogo com o Legislativo.
A medida proposta por Haddad e assinada por Lula, que visava restringir o acesso a créditos tributários do PIS e Cofins, enfrentou forte resistência de setores como o agro e o mercado de combustíveis. No Congresso, aliados de Lula, sob reserva, comparam a situação de Haddad à “fritura” que resultou na queda de Jean-Paul Prates da Petrobras.
A insatisfação generalizada entre aliados de peso no Congresso e na Esplanada aumenta, com cobranças por mudanças drásticas no núcleo duro do Palácio do Planalto. No entanto, não se espera que tais mudanças ocorram antes das eleições municipais.
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