
A refinaria Dax Oil, localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, está no centro de uma polêmica envolvendo um suposto esquema de lavagem de dinheiro para uma facção criminosa com ramificações na Bahia e em São Paulo. A informação foi inicialmente divulgada pela revista “Isto É Dinheiro” e aponta que o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) está investigando a Copape Produtos de Petróleo e empresas associadas, incluindo a Dax Oil.
De acordo com o MP-SP, há um procedimento investigatório criminal em andamento para apurar fraude fiscal estruturada realizada por uma organização criminosa por intermédio das empresas Copape e Aster. Em 2023, a Operação Cassiopeia foi deflagrada e, em 2024, denúncias por crime de lavagem de dinheiro foram feitas contra administradores e terceiros envolvidos.
Segundo a reportagem, 100% do volume de nafta importado pela Dax Oil, que é a maior importadora privada deste produto no Brasil, é revendido diretamente para a Copape, configurando a Dax como uma “barriga de aluguel” no esquema de compra de nafta. A refinaria baiana negou as acusações, destacando que se trata de um “crime inadmissível” e que está tomando as medidas judiciais cabíveis para esclarecer o caso.
Em nota, a Dax Oil afirmou que atua legalmente e está entre os maiores contribuintes de ICMS do Estado da Bahia, sem nenhum benefício fiscal diferenciado. A empresa destacou seu compromisso com a competência, inovação e respeito às autoridades e consumidores, e se colocou à disposição para esclarecer dúvidas.
A Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA) também negou qualquer privilégio tributário para a Dax Oil, ressaltando que a nafta, quando comercializada para outros estados, é tributada integralmente, sem incentivos fiscais.
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