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Traição na gravidez: o impacto psicológico e os riscos envolvidos

Pixabay

Nessa semana a cantora Iza compartilhou nas redes sociais o doloroso relato de ter sido traída e o fim de seu relacionamento com o jogador de futebol Yuri Lima. A situação enfrentada por ela é um exemplo das complexas implicações de uma traição durante a gravidez.

A psicóloga Josefa Ferreira, especialista do Núcleo de Sexualidade da Holiste Psiquiatria, explica os impactos de uma traição durante a gravidez e como a mulher pode se cuidar para minimizar as consequências. Com o apoio adequado e acompanhamento profissional, é possível minimizar os impactos e preservar a saúde mental da mulher, garantindo um ambiente mais saudável para o bebê que está por vir.

“Perdoar ou não perdoar uma traição é uma das primeiras questões que surgem em situações como essa. No entanto, é crucial considerar o impacto psicológico na pessoa traída,” destaca Josefa. “Para a maioria das pessoas, o ato de trair gera um impacto emocional significativo, tanto pela quebra de confiança quanto pela desconstrução do ideal de relacionamento estabelecido. Sentimentos como insegurança, incompetência, desvalorização e perda de confiança em si são comuns. Esses sentimentos tornam o estado emocional e psicológico da pessoa traída extremamente vulnerável, podendo inclusive disparar traumas psicológicos.”

A psicóloga ressalta que, embora não se possa generalizar como cada pessoa lida com a traição, o período gestacional já carrega uma carga emocional elevada. “Os hormônios oscilam constantemente durante a gravidez, e enfrentar uma traição nesse momento pode desencadear crises de ansiedade, problemas no sono, isolamento social, dificuldade de concentração e hipervigilância. Tudo o que é vivido e sentido pela mãe pode ser transmitido para o bebê, gerando complicações na gravidez. É fundamental que a mulher tenha acompanhamento psicológico e psiquiátrico, se necessário, para evitar maiores implicações durante e após a gestação.”




Riscos de depressão pós-parto – Josefa explica que muitas mulheres traídas durante a gestação podem ter dificuldade em estabelecer a relação mãe-bebê. “Algumas podem ver a situação como um estímulo, mas, em casos em que a relação não é estabelecida, isso pode ocorrer devido a um quadro de ansiedade ou depressão desenvolvido pela mãe após a traição. Essa dificuldade pode se manifestar na interação e cuidado com o bebê, e, em alguns casos, pode surgir uma aversão ao filho, visto como fruto de uma relação marcada pela traição.”

Para lidar com esse momento delicado, a psicóloga enfatiza a importância de uma rede de apoio. “A mulher precisa contar com amigos, família e acompanhamento psicológico para elaborar a perda da relação e lidar com os sentimentos vividos. Essa rede de apoio é crucial para ajudar a mulher a atravessar esse período com o menor impacto possível em sua saúde mental e na relação com o bebê.”




Sobre Clara

Estudante de Letras, Clara Paixão auxiliou diversos autores conservadores em Recife e Carpina (PE). Amante da Liberdade, Clara entende que são preceitos básicos: direito irrestrito ao projeto de vida do próximo, direito à propriedade privada e livre mercado.

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