
A sucessão no Grupo Silvio Santos sempre foi envolta em mistério. Mesmo aos 93 anos, Silvio continuava à frente dos negócios com seu estilo centralizador, mas havia começado a preparar o futuro de seu império desde 2016, quando o SBT enfrentou uma de suas maiores crises financeiras. Naquele ano, a emissora, que tradicionalmente lidava com baixa receita e altos custos, teve que buscar a consultoria da McKinsey para reorganizar as contas e preparar o terreno para a sucessão.
O plano de Silvio privilegiava duas de suas seis filhas, Renata e Daniela Abravanel. Renata, a caçula, foi preparada desde 2010 para assumir a presidência do grupo, especialmente após o escândalo financeiro envolvendo o Banco Panamericano. Em agosto de 2020, Renata assumiu as rédeas do negócio, substituindo o sobrinho Guilherme Stoliar. Discreta e fora das câmeras, ela agora lidera as várias empresas do grupo, incluindo o SBT, que sob sua gestão passou a investir mais em transmissões de futebol e conteúdo online.
Daniela, por sua vez, ocupa o cargo de diretora executiva do SBT e foi responsável por diversificar a programação da emissora. Juntas, as duas irmãs dão continuidade ao legado de Silvio Santos, mantendo o SBT e as demais empresas do grupo como referências no mercado.
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