
Na reunião sobre segurança pública em Brasília, Lula expressou preocupação com a infiltração do crime organizado no governo, mencionando a possibilidade de “logo, logo o crime organizado vai estar participando de concurso, indicando juiz, procurador, político candidato”.
Uma afirmação curiosa, considerando que organizações criminosas já possuem uma longa e comprovada história de influência nos três poderes. Não é novidade que em diversas esferas públicas, do municipal ao federal, essas redes exercem poder sobre alvarás e fiscalizações, até atuando em tribunais.
Dois dos últimos quatro presidentes enfrentaram a prisão, assim como seis governadores do Rio de Janeiro. A criminalidade organizada já está, há tempos, enraizada na política, na administração pública e até mesmo na Justiça.
Lula, outrora condenado pela Operação Lava Jato, descondenado pelo Supremo e hoje presidente, sugeriu a criação de um Sistema Único de Segurança nos moldes do SUS, porém o combate ao crime organizado exige muito mais do que propostas de integração de segurança.
“Se alguém cometeu algum malfeito, que pague”, costuma dizer. Mas, para além de “malfeitos”, o que estamos falando são crimes graves e documentados.
E o fato é que o poder paralelo já ocupou o espaço público, sem precisar de concurso.
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