
A morte do guitarrista Fal Silva, integrante da banda Afrocidade, trouxe um foco renovado para as ações da facção MK em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Nesta quarta-feira (27), três integrantes da facção foram incluídos no Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Entre eles, estão os líderes Marivan Elias da Silva, o “Kila”, e João Ivan Oliveira Rodrigues, o “Meiquinho”, que, segundo a polícia, pode ter ligação direta com a morte de Fal, ocorrida em maio.
A principal linha de investigação aponta que o músico foi espancado até a morte devido a uma dívida de drogas, apesar de a ordem inicial das lideranças da MK ter sido apenas “dar um susto”.
Mesmo após a morte de Fal, a facção MK manteve seu domínio em áreas de Camaçari, alimentando uma rotina de crimes violentos. De acordo com dados do Instituto Fogo Cruzado, só em 2024, a cidade registrou 150 tiroteios e 144 mortes até 26 de novembro. Em 2023, os números foram ainda mais alarmantes, com 196 tiroteios e 185 mortos. A inclusão de “Kila”, “Meiquinho” e de outro integrante da facção, “Dom”, no Baralho do Crime visa conter o avanço das atividades criminosas na região.
A polícia destaca que, embora organizações como o Bonde do Maluco (BDM) e o Comando Vermelho (CV) representem ameaças maiores, casos como o de Fal Silva, que ganham ampla repercussão, evidenciam o impacto das facções locais.
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(Com informações do Correio)
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