
A crise fiscal promovida pelo governo Lula colocou a base aliada em uma situação embaraçosa na Câmara dos Deputados. Durante a votação do pacote de ajuste fiscal proposto por Fernando Haddad, parlamentares petistas se viram obrigados a defender medidas impopulares que atingem diretamente os eleitores de baixa renda — principal sustentação do presidente.
Em contraste, a oposição aproveitou a situação para reforçar críticas, como destacou o deputado Maurício Marcon (Podemos-RS).
“Hoje esta Câmara vai votar um projeto para cortar o BPC dos mais pobres e investimentos da educação, afinal, o povo educado não vota em petista”.
Enquanto isso, o dólar segue em alta, e medidas como a exigência de biometria no CadÚnico, criticada pelo deputado Zacharias Calil (União-GO) como “burocracia desumana”, apenas agravam a situação. A incapacidade de conter privilégios fiscais e o foco em cortes nos benefícios populares estão desgastando o único discurso que restava ao governo: a defesa dos mais pobres.
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