
Os gastos relacionados à equipe da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, têm gerado polêmica e questionamentos sobre o uso de recursos públicos. O chamado “Time Janja” reúne ao menos 12 profissionais, incluindo assessores de imprensa, fotógrafos, especialistas em redes sociais e um militar, com custo mensal de R$ 160 mil.
Desde o início do governo Lula, as viagens dessa equipe já ultrapassaram a marca de R$ 1,2 milhão.
A gestão do grupo é dividida entre Neudicléia Neres, que atua como uma espécie de chefe de gabinete de Janja, e Bruna Rosa Alfaia, responsável pelas estratégias de redes sociais. Juntas, essas duas figuras acumularam mais de R$ 110 mil apenas em viagens. Além disso, Janja conta com um fotógrafo dedicado, Claudio Adão dos Santos Souza, que registrou momentos da primeira-dama ao custo de R$ 182 mil.
Para garantir a segurança de suas viagens, oito policiais federais acompanham a primeira-dama.
A Secom justificou a composição da equipe afirmando que os servidores cumprem funções definidas por lei, mas as despesas continuam chamando atenção, principalmente com eventos. Um festival promovido por Janja durante a Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, custou R$ 15 milhões, pagos pela estatal Itaipu Binacional.
O deputado Guto Zacarias, do União Brasil, criou o site “Janjômetro” para monitorar os gastos da socióloga, incluindo o festival no G20. Segundo o parlamentar, o site já registrou mais de R$ 63 milhões utilizados pela primeira-dama. A iniciativa gerou desconforto, levando Janja a bloquear o deputado nas redes sociais.
Zacarias ironizou a situação: “A Janja ficou pistola comigo!”
Com a repercussão dos gastos e o questionamento sobre prioridades no uso de recursos públicos, o “Janjômetro” segue como um símbolo de cobrança e transparência, incomodando o governo e gerando debates em torno do que é considerado essencial ou excessivo.
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