
Enquanto a Bahia enfrenta uma crise de violência sem precedentes, o secretário de Turismo do governo de Jerônimo Rodrigues, Maurício Bacelar, parece viver em uma bolha. Em entrevista, Bacelar destacou o estado como um dos destinos mais procurados do Brasil, celebrando o aumento no turismo internacional e ignorando a realidade que baianos e turistas enfrentam todos os dias: o medo constante de assaltos e homicídios.
A declaração de que “ninguém vai viajar para um destino em que coloque sua segurança e a de seus familiares em perigo” soa como um deboche para quem convive com essa dura realidade nos quatro cantos do estado.
Ao mesmo tempo, o secretário tentou justificar os desafios enfrentados pela Bahia, apontando a pobreza como um dos fatores que alimentam a violência. No entanto, o discurso de fortalecimento da economia e geração de empregos não condiz com a inércia de um governo que há décadas prioriza o discurso em vez da ação.
A orientação de Jerônimo para que o turismo cumpra “um papel social” soa como mais uma promessa vazia, enquanto o próprio governo falha em garantir o básico: segurança para baianos e visitantes.
A verdade é que o turismo na Bahia está sendo gravemente prejudicado pela falta de segurança. Quando até mesmo tirar uma foto para as redes sociais exige cuidado para evitar chamar atenção de criminosos, fica claro que o estado não é o paraíso pintado pelas falas oficiais.
O problema vai muito além de desafios sociais; é fruto de uma gestão inoperante, que há 20 anos se acomoda no poder sem resolver as questões fundamentais para o desenvolvimento da Bahia.
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