
A Polícia Federal indiciou o ex-assessor do TSE, Eduardo Tagliaferro, por violação de sigilo funcional no escândalo Vaza Toga. Segundo a PF, ele repassou de forma consciente informações sigilosas à imprensa com o objetivo de “arranhar a imagem do Ministro do STF” e “turbar o cenário político-social do país”. A revelação veio à tona após a quebra de sigilo telemático e diálogos com a própria esposa, onde admitiu o vazamento.
O material entregue por ele à Folha de S.Paulo mostra o ministro Alexandre de Moraes atuando nos bastidores, mandando bloquear perfis de redes sociais e pedindo relatórios clandestinos do TSE para perseguir conservadores.
A série de mensagens reveladas em 2024 deixa claro como o sistema operava entre gabinetes do STF e do TSE, com ordens diretas de Moraes para perseguir postagens de bolsonaristas. Em uma das conversas, Airton Vieira, assessor do ministro, envia prints com ordens como “peça para o Eduardo analisar” e “capriche no relatório, por favor. Rsrsrs”. No dia seguinte, Tagliaferro já tinha em mãos um relatório completo, citando que os dados vieram de “parceiros deste Tribunal”. Ou seja, o próprio TSE produzia conteúdo para alimentar decisões judiciais de censura.
Esse escândalo escancara o aparelhamento da Justiça e como o descondenado petista e seus aliados transformaram as instituições num instrumento de perseguição política. A Vaza Toga mostra que o combate à “desinformação” serviu como fachada para sufocar a liberdade de expressão e silenciar vozes contrárias à extrema-esquerda radical que hoje ocupa o Planalto. E tudo isso com a anuência de um Judiciário que julga, acusa, investiga e executa: tudo ao mesmo tempo.
Bahia Notícias Salvador Política Futebol Portal de Notícias TVS1