
A Anistia Internacional desembarca em Salvador nesta segunda-feira (2) para cobrar explicações sobre a crise de violência que domina a Bahia há mais de uma década. Em 2023, o estado liderou pelo décimo ano seguido o ranking de homicídios no Brasil, com quase 7 mil mortes, mais que o dobro de São Paulo.
A reunião com o Ministério Público marca uma virada na estratégia da Anistia, cansada das promessas vazias do governador Jerônimo Rodrigues, que ignorou três pedidos formais de audiência apenas em maio.
Desde que assumiu o governo, Jerônimo assinou compromissos, tirou fotos e fez discursos, mas nada saiu do papel. Ao contrário: além de não cumprir o que prometeu, passou a esconder os dados da segurança pública, impondo uma espécie de “lei do silêncio” que impede qualquer fiscalização séria.
A Anistia afirma que tenta contato com o governo desde o fim de 2024 sem sucesso.
Para o mundo, a Bahia de Jerônimo já virou símbolo de omissão e colapso. A juventude negra, principal vítima dessa tragédia, continua enterrando seus filhos enquanto Jerônimo Rodrigues foge do problema.
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