
“É preciso fechar o Mundial de Clubes”. E Messi decidiu fazer isso com arte, num estádio longe de estar lotado, mas cheio de celulares apontados para o inevitável. O gol de falta aos 9 minutos do segundo tempo, após leve empurrão de Rodrigo Mora, fez o estádio Mercedes-Benz explodir: 2 a 1 para o Inter Miami sobre o Porto. Foi o 866º gol da carreira de Messi, o 68º de falta, o 50º com a camisa rosa.
Pela primeira vez, um time da CONCACAF venceu um europeu em torneios oficiais da FIFA. E sim, foi Lionel Messi quem encerrou o domínio europeu de 13 jogos.
Messi correu o campo todo, pressionou, levou até uma “caneta” de Fábio Vieira e ainda sorriu. Mas foi decisivo. Suárez cansou, Lucho brigou, Telasco marcou e Ustari salvou. O time de Mascherano mostrou mais vontade do que técnica. E se alguém ainda duvidava do que esse torneio virou, o próprio Gianni Infantino, idealizador da nova versão do Mundial com 32 clubes, chegou atrasado para ver o maior de todos mudar mais uma vez a história.
Enquanto o Porto sonhava com Rodrigo Mora e quase ampliou com Samu Aghehowa, quem decidiu foi a velha guarda sul-americana: Jordi Alba cobrou o escanteio final e Messi selou o feito. O estádio inteiro não gritava “Inter”, gritava “Meeeesi”. O craque argentino, aos 37 anos, ainda é capaz de alterar o roteiro com um chute.
A MLS venceu a Europa. O futebol virou espetáculo, mas a vitória ainda mora no talento.
O Palmeiras pode se vingar e buscar as oitavas. Mas agora, oficialmente, está registrado: um clube norte-americano derrotou um europeu numa competição da FIFA.
A história foi escrita por um argentino que sabe exatamente onde colocar a bola. E que sorri mesmo quando leva uma caneta, porque sabe que vai decidir no fim.
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