
Lumar Costa da Silva, de 34 anos, que matou a própria tia e arrancou o coração dela em 2019, vai deixar o hospital psiquiátrico em Cuiabá e seguir o tratamento fora da internação, sob vigilância, em Campinas. A Justiça acatou um laudo médico que apontou “estabilidade clínica” e determinou que ele siga em regime ambulatorial, com supervisão psiquiátrica, sem poder sair da cidade, beber, usar drogas ou frequentar locais como casas de jogos e prostíbulos.
“Matei e não me arrependo”, disse ele na época. Lumar chegou a ouvir “vozes do universo” antes de cometer o crime e confessou o assassinato sem demonstrar remorso.
Lumar havia se mudado para Mato Grosso depois de tentar matar a mãe em São Paulo. A Justiça o absolveu por insanidade mental e ordenou internação por tempo indeterminado. Agora, mesmo com um histórico de agressividade, inclusive tentando enforcar outro preso dentro de um camburão, o homem será solto.
Laudos psiquiátricos confirmaram diagnóstico de transtorno afetivo bipolar tipo I, agravado pelo uso de LSD. Segundo especialistas, pacientes com esse transtorno e histórico de drogas têm dez vezes mais chances de cometer crimes violentos.
Ainda assim, o assassino será liberado para conviver entre nós.
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