
Hoje em dia não dá mais para achar que tudo isso é invencível: 93% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos já estão conectados à internet no Brasil, o que significa que estamos falando de cerca de 25 milhões de jovens navegando na rede. E a entrada começa cedo: 24% das crianças acessaram a internet pela primeira vez até os 6 anos.
Isso significa que o “first access” está cada vez mais precoce. Entre 2015 e 2024, o uso por crianças de 6 a 8 anos passou de 41% para 82%. E 14% dos infanto-juvenis de 9 a 10 anos já navegam sem supervisão dos pais… um cenário que dá arrepios.
Responsabilidade? É dos pais. O governo pode orientar, claro, mas exigir ID, controle absoluto, monitoramento 24h, GPS, áudio etc., isso parece muito mais com prisão domiciliar digital do que proteção. Com controle de ID para acesso a net você será monitorando 24h enquanto usar qualquer dispositivo, áudio ambiente, GPS e toda comunicação… e ainda por cima com respaldo legal.
Isso é claramente invasivo.
O vídeo do Felca, que gerou tanto ruído na semana do Dia dos Pais, foi usado como uma “false flag” para ganhar terreno para o avanço autoritário. A gente lê que ele joga a culpa nas redes (“70% do vídeo fica dando a entender que a responsabilidade são das redes sociais”) em vez de pedir mais ação da Polícia Federal ou punições severas já que não cobra por punições mais severas, não cobra um trabalho mais intenso das forças de segurança pública.
Felca não cita o funk que está em tudo que é material audiovisual que envolve criança dançando, com letras que muitas vezes incentivam, ou temas como “paradas gays” … tudo foi omitido para não desagradar certos grupos.
Reafirmo: “False flag” total.
Não dá para misturar pauta séria com agenda varrida. O governo deve proteger, sim, mas sem abortar a liberdade familiar.
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(Com informações do TIC Kids Brasil Online de 2024)
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