
A prisão de Jair Bolsonaro abriu uma disputa silenciosa dentro da própria direita. Enquanto o STF se reúne para definir os próximos passos do processo e ministros como Alexandre de Moraes já votam pela manutenção da prisão, aliados do ex-presidente observam com preocupação os sinais vindos da equipe médica, que relatou episódios de confusão mental após o uso de Pregabalina e outros combinados de uso restrito.
A notícia acendeu um alerta entre parlamentares que veem risco político caso o quadro clínico se agrave.
Nos bastidores da direita, o impacto é imediato: nomes próximos a Bolsonaro admitem que o ex-presidente sai de cena e, com isso, o tabuleiro muda completamente.
A esquerdalhada acredita que a prisão pode dividir o campo conservador, mas teme justamente o oposto caso Bolsonaro enfrente uma piora de saúde… o que poderia mobilizar a base mais fiel. Já na prática eleitoral, a avaliação corrente é de que Flávio Bolsonaro perde força, enquanto Tarcísio de Freitas sobe no radar para 2026.
O grande ponto agora é entender quem ocupa o vazio político deixado por Bolsonaro. Analistas citados por O Antagonista afirmam que, sem o ex-presidente no jogo, a disputa na direita vai depender da capacidade das lideranças de manter unidade… algo que não está garantido.
Para a família Bolsonaro, o desafio é simples e duro: reorganizar a narrativa, preservar capital político e evitar que a prisão se transforme em uma ruptura interna. No campo nacional, a pressão aumenta sobre o STF, que julga não apenas a legalidade da prisão, mas o impacto político mais sensível desde 2018.
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