
A ponte Salvador-Itaparica virou o símbolo perfeito de como o PT trata o dinheiro do pagador de impostos baiano: muita propaganda, bilhões em jogo e zero entrega concreta até agora. Prometida desde o início dos anos 2000 e usada em todas as campanhas petistas, a obra teve o valor do contrato reajustado de R$ 7 bilhões para cerca de R$ 10,4 bilhões, em acordo aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), e já aparece em outros veículos com projeções que chegam a R$ 11 bilhões para os 12,4 km de extensão da estrutura, vendida como “a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina”.
Mesmo assim, o que o baiano vê, em 2025, é mais uma suplementação milionária publicada no Diário Oficial, enquanto o governo fala em fase de “preparo” e segue renovando promessas de que a obra só começará, de fato, em 2026… mais de vinte anos depois das primeiras promessas.
Enquanto nenhuma estaca é fincada na Baía de Todos-os-Santos, o caixa do Estado sangra para sustentar a ponte que nunca sai do papel. Levantamento do Aratu On mostra que o governo da Bahia já despejou mais de R$ 720 milhões entre aportes no Fundo Garantidor (FGAP) e gastos diretos ligados ao projeto, com depósitos de R$ 250 milhões em 2021, mais R$ 250 milhões em 2022 e nova parcela em 2024, antes mesmo de qualquer obra visível para a população.
Cerca de R$ 200 milhões já foram consumidos apenas com sondagens no fundo da baía, dentro de um projeto orçado em R$ 11 bilhões. Na prática, milhões e milhões de reais vão para consultorias, estudos, fundos e estrutura de PPP, enquanto o cidadão continua enfrentando ferry sucateado, estradas precárias e insegurança recorde no interior.
Não é à toa que opositores repetem que “a Bahia está quebrada” e que Jerônimo transformou a ponte em um buraco negro bilionário que engole dinheiro público sem devolver uma única entrega concreta.
Essa conta explode quando se olha o resto do governo Jerônimo. Em menos de três anos de mandato, o petista já pediu 22 empréstimos, que somam cerca de R$ 26 bilhões em novas dívidas. Deputados cobram transparência sobre o destino desses recursos e acusam o governador de usar operações de crédito para “tapar buracos” de uma gestão que não apresenta um projeto claro para a Bahia. O governo reage dizendo que a dívida ainda gira em torno de 35% a 37% da Receita Corrente Líquida… patamar abaixo do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal; e tenta vender isso como sinal de “solidez fiscal”.
Mas, na rua, a percepção é outra: com saúde em colapso, violência recorde e uma ponte bilionária que há duas décadas só existe em maquete, cresce a sensação de que Jerônimo, visto por muitos como o pior governador da história da Bahia, está herdando o pior do PT e levando o Estado a um ponto de exaustão.
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