
Após cinco dias acima da cota de transbordo, o Rio Acre começou a dar sinais de alívio em Rio Branco ao sair do nível crítico e entrar em vazante, segundo dados oficiais do monitoramento hidrológico. Ainda assim, o estrago já estava feito: pelo menos 758 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, muitas delas às vésperas do Ano-Novo, conforme registros da Defesa Civil e reportagens nacionais.
Famílias inteiras tiveram que buscar abrigo improvisado, enquanto bairros ribeirinhos ficaram isolados e ruas foram tomadas pela água, repetindo um cenário que se tornou frequente no estado nos últimos anos.
Entre os atingidos, indígenas desabrigados passaram a ser atendidos pelo poder público em estruturas como a Escola Leôncio de Carvalho, usada como abrigo emergencial. O governo do Acre informou que equipes seguem mobilizadas com distribuição de alimentos, água potável e atendimento de saúde, mas moradores cobram respostas mais duras e permanentes diante de enchentes que se repetem ano após ano.
Mesmo com a vazante, o alerta continua, já que o solo encharcado mantém o risco elevado e centenas de famílias seguem fora de casa aguardando condições seguras para retornar.
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