
Em entrevista ao La Nación, o presidente da Argentina, Javier Milei, fez uma das críticas mais duras já registradas contra líderes da esquerda latino-americana e citou diretamente o presidente brasileiro, Lula.
Milei afirmou, palavra por palavra: “Socialismo do século XXI. Socialistas estão dispostos a avaliar ditaduras e terrorismo enquanto sejam de extrema-esquerda. Hoje subi parte do meu discurso no Mercosul onde condenei o regime da Venezuela de Maduro na época enquanto a posição de Lula foi realmente distinta e condescendente com o narcoditador Nicolás Maduro. Será coisa de interesse. Nunca fui financiado pela Venezuela e eu sim fui muito perseguido. Sofri a campanha mais suja da história por parte deles inclusive ainda mais suja da que Trump sofreu.”
A declaração escancara a diferença de postura entre Milei, que condena abertamente o regime venezuelano, e Lula, frequentemente acusado de relativizar a ditadura de Nicolás Maduro em fóruns internacionais.
Ao relembrar seu discurso no Mercosul, Milei reforça que não aceita “condescendência” com ditaduras alinhadas à extrema-esquerda e coloca Lula no centro desse debate.
A fala repercutiu forte na imprensa argentina, brasileira e internacional, reacendendo o embate ideológico na América do Sul e alimentando a pergunta que ecoa também no Brasil: até onde vai a tolerância de líderes socialistas com regimes autoritários quando são aliados políticos?
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