
Nos bastidores do sistema financeiro, o avanço do Banco Master passou a chamar atenção não apenas pelo modelo de negócios ancorado no Fundo Garantidor de Créditos, mas principalmente pela proximidade política com o PT, em especial na Bahia.
O banco cresceu durante os governos petistas enquanto mantinha relações estreitas com quadros centrais do partido. No estado governado há quase duas décadas pelo PT, o ambiente político sempre foi favorável a articulações desse tipo, com trânsito fácil entre Brasília e Salvador.
Na Bahia, os vínculos ganham contornos ainda mais sensíveis. Rui Costa, Jerônimo Rodrigues e o próprio Lula formam o núcleo de poder que comanda o estado e o país, justamente no período em que o Master amplia sua atuação e consolida um modelo que depende diretamente de garantias públicas.
Dados do Banco Central mostram que instituições médias com forte captação via CDBs, como o Master, cresceram acima da média nacional nos últimos anos, impulsionadas pela confiança de que o FGC cobre eventuais rombos… um risco que, na prática, recai sobre todo o sistema.
Especialistas alertam que esse tipo de arranjo cria distorções, incentiva apostas agressivas e socializa prejuízos. Na Bahia cresce a desconfiança de que o Estado, mais uma vez, esteja servindo de rede de proteção para negócios privados bem conectados ao poder.
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