
A filiação de Ronaldo Caiado ao PSD não é apenas um movimento nacional, mas um terremoto político na Bahia. A entrada de Caiado no partido de Gilberto Kassab reposiciona o PSD no campo da oposição e aproxima de vez a legenda de ACM Neto, redesenhando o tabuleiro para 2026.
Na prática, o gesto empurra o PSD “de mala e cuia” para fora da órbita da petezada baiana e desmonta, por dentro, a base que ainda sustentava aquele que é considerado o pior governador da história da Bahia, o petista Jerônimo Rodrigues.
O maior símbolo desse rompimento é o senador Ângelo Coronel, tratado com frieza, sacanagem e deslealdade pelo PT nos últimos anos. Com o novo cenário, prefeitos e vereadores ligados ao PSD e a Coronel passam a se afastar de Jerônimo Rodrigues, esvaziando o palanque governista no interior.
Dados do TSE mostram que o PSD governa hoje mais de 800 municípios no país, sendo uma das maiores forças municipais do Brasil… peso que agora se desloca claramente para o campo oposicionista na Bahia.
Isolado, o PT caminha para uma disputa cada vez mais solitária, restrito a alianças com partidos nanicos como PCdoB, PSOL e MDB, sem capilaridade real no estado.
Avaliação de diversos agentes políticos é de que ninguém mais acredita em uma recuperação de Jerônimo nos próximos meses. Enquanto isso, ACM Neto consolida pontes, amplia apoios e se posiciona como o nome capaz de encerrar 20 anos de governos petistas na Bahia, liderando uma frente ampla que cresce justamente sobre os escombros do isolamento do PT.
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