O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), colocou prazo: nos próximos 25 dias decide quem irá apoiar na disputa pelo Governo da Bahia em 2026. Apesar de já ter caminhado ao lado de Jerônimo Rodrigues (PT), o cenário hoje é de indefinição.
Interlocutores apontam que Cocá tem cobrado obras prometidas pelo Estado, especialmente o aeroporto regional, tratado por ele como peça-chave para consolidar qualquer alinhamento político. Jequié tem mais de 150 mil habitantes, segundo o IBGE, e é um dos principais polos do interior baiano… o que torna o apoio do prefeito estratégico para qualquer candidato.
Nos bastidores, cresce a possibilidade de reaproximação com ACM Neto (União Brasil), a quem Cocá apoiou em 2022. Especulações chegaram a colocar o nome do prefeito de Jequié como possível vice na chapa da oposição, embora aliados garantam que ele prefere apoiar um projeto ao governo sem disputar cargo majoritário.
Hoje, dentro do grupo de Neto, o nome mais forte para vice ainda seria o do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, mas Cocá aparece como alternativa relevante.
A tensão aumentou depois que o deputado federal Jorge Solla chamou Cocá de “traidor” em grupo de WhatsApp, afirmando que o ex-governador Rui Costa teria sido responsável por sua ascensão política. A reação expôs o racha interno, justamente no momento em que Jerônimo e o secretário Adolpho Loyola tentam manter diálogo com o prefeito.
Entre cobranças por obras, disputas por espaço partidário e pressão pública, a decisão de Cocá pode redesenhar o tabuleiro político da Bahia em 2026.
Bahia Notícias Salvador Política Futebol Portal de Notícias TVS1