
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) anunciou uma maratona de viagens por pelo menos 11 cidades do interior da Bahia até o fim de semana, com agendas que incluem anúncios de obras, promessas de recursos e encontros com prefeitos e lideranças locais. A estratégia tenta reforçar presença política fora da capital, mas ocorre em meio a sinais claros de desgaste.
O próprio governador reconhece a necessidade de intensificar agendas no interior, onde historicamente o PT sempre sustentou parte importante de sua força eleitoral.
Nos bastidores, porém, o cenário é mais delicado. De acordo com o Informe Baiano, pelo menos seis deputados estaduais teriam recusado convites para compor como vice na chapa de Jerônimo, forçando o grupo governista a acionar um “plano B”. A dificuldade de fechar a composição evidencia problemas de articulação política e levanta dúvidas sobre a coesão da base aliada.
Em eleições recentes, partidos que tradicionalmente orbitavam o governo perderam força em diversas cidades do interior, alterando o equilíbrio político e reduzindo o capital eleitoral do grupo.
Enquanto isso, levantamentos internos de partidos e análises divulgadas por institutos apontam crescimento da rejeição ao atual governador, especialmente fora da Região Metropolitana de Salvador.
A estratégia de percorrer municípios, tirar fotos com militantes e anunciar ações pontuais tenta reverter esse quadro, mas enfrenta um cenário mais competitivo e fragmentado. Com a eleição se aproximando, o governo entra em um momento decisivo, pressionado por dificuldades na montagem da chapa e pela perda de aliados que antes eram considerados pilares do projeto político no estado.
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