
Em entrevista ao podcast de Cíntia Kelly senador Angelo Coronel escancarou um sentimento que já vinha correndo solto nos bastidores: prefeitos baianos estão cansados de promessas que não saem do papel. Segundo ele, tem gestor “insatisfeito” porque sai de reunião com Jerônimo Rodrigues cheio de expectativa, mas depois vê que “não está sendo cumprido”. E foi além: disse que o governador “parece que não sabe fazer conta”, por prometer mais do que consegue entregar.
O recado é claro. Prefeito, como ele mesmo disse, “não gosta de ser enrolado”, e isso pode virar voto contra já nas próximas eleições. Em um estado com 417 municípios, onde a força política local é decisiva, esse tipo de desgaste pesa… e muito!
No meio desse cenário, ACM Neto aparece, segundo o próprio Coronel, como “a nova aposta” e já tratado como “favorito” para 2026. A leitura é simples e direta: “Jerônimo já foi testado”.
Os números ajudam a entender o ambiente de cobrança. Dados recentes do IBGE mostram que a Bahia ainda figura entre os estados com maiores índices de pobreza do país, com mais de 40% da população em situação de vulnerabilidade social. Ao mesmo tempo, relatórios de segurança pública apontam o estado entre os líderes nacionais em mortes violentas.
Esse contexto reforça a narrativa de abandono citada nos bastidores e amplia a pressão sobre o governo. Para a imensa maioria do eleitorado, Jerônimo Rodrigues nunca desceu do palanque e segue rodando o interior prometendo obras enquanto a realidade não acompanha o discurso.
Sobre a foto de ACM Neto com Flávio Bolsonaro, que gerou burburinho, Coronel relevou: “não vejo problema nenhum”. Segundo ele, encontro e foto não significam aliança fechada, principalmente num estado onde a rejeição ao bolsonarismo ainda pesa eleitoralmente.
O jogo segue aberto… mas com um detalhe importante: a insatisfação dos prefeitos, quando começa a aparecer em público, costuma ser sinal de mudança no vento político.
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