
A confirmação de Geraldo Júnior como vice de Jerônimo Rodrigues escancarou uma guerra interna pesada dentro do grupo petista na Bahia. O movimento foi visto como uma derrota direta de Rui Costa, que vinha tentando desgastar o aliado desde o vazamento de uma mensagem em que Geraldo teria compartilhado críticas contra o ex-ministro do Lula sendo comparado a “um elefante numa loja de cristais”.
Mesmo com vinte nomes ventilados para substituí-lo, ninguém quis assumir a vaga… um recado claro sobre a dificuldade de articulação política no núcleo liderado por Rui.
Enquanto Geraldo era exposto e praticamente colocado contra a parede em público, Jaques Wagner operava nos bastidores. Aproveitou a passagem de Lula pela Bahia, costurou apoio com Geddel Vieira Lima e garantiu a bênção política necessária para manter o nome do vice na chapa.
O gesto de Jerônimo, anunciando a decisão dias depois, em plena Sexta-feira Santa e no próprio aniversário, soou como um apelo por pacificação interna… ainda que forçada.
Mas o clima está longe de ser de trégua.
A postagem de Geraldo chamando Rui de “meu senador” foi ignorada, assim como o anúncio oficial feito por Jerônimo nas redes.
O silêncio de Rui Costa diz muito: a leitura é que o ex-ministro perdeu essa batalha, mas segue vivo no jogo maior, mirando o controle político do PT na Bahia no longo prazo.
Bahia Notícias Salvador Política Futebol Portal de Notícias TVS1