
Na manhã desta quarta-feira (22), médicos e profissionais de enfermagem da Maternidade Albert Sabin, em Salvador, realizaram uma paralisação como forma de protesto contra os recorrentes atrasos no pagamento de salários. Os médicos contratados pelo regime CLT são vinculados ao Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS) e à Fundação José Silveira.
A mobilização buscou chamar a atenção para a precarização das relações de trabalho e a irregularidade nos repasses financeiros, um problema que, segundo os trabalhadores, já se arrasta há cerca de um ano e quatro meses. Um dos médicos, que preferiu não se identificar por receio de represálias, relatou a gravidade da situação.
“Fizemos esse protesto por não recebimento de salário. Somos médicos CLT pela INTS [Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde], o atraso tem sido de um mês. Tem gente que depende exclusivamente desse salário por causa da carga horária e os boletos não esperam, entendeu? Um mês de atraso CLT. Fora isso, a pessoa jurídica, que é vínculo com a SESAB, são três meses de atraso, entendeu?”, afirmou o profissional.
Ele também destacou o compromisso da equipe em manter o atendimento, apesar das dificuldades. “A gente continua prestando os serviços da melhor maneira possível, não desassistindo ninguém. E isso já se tornou uma coisa corriqueira. Tem um ano e quatro meses que esses atrasos de salário permanecem e a gente não vê uma solução”, completou.
O movimento contou com o apoio do médico e vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), integrante da Comissão de Saúde da Câmara Municipal. Presente no local, o parlamentar fez duras críticas à gestão estadual e à Secretaria de Saúde (SESAB), classificando a situação como inadmissível e cobrando a regularização imediata dos pagamentos.
“É uma vergonha o que o governador tá fazendo, o que a secretária de saúde, a Roberta Santana, tá fazendo. Aqui é Fundação José Silveira sem pagar, aqui é INTS sem pagar, aqui é pessoa jurídica com vínculo direto com a SESAB, sem pagar os colegas obstetras e pediatras daqui. É uma vergonha. O profissional médico quer o melhor para nossa população, mas a gente precisa pagar nossas contas. Precisamos pagar nossos boletos, honrar a nossa família, ficar sem receber salário não dá”, declarou o vereador.
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