
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já se movimenta para proteger seu principal reduto eleitoral: a Bahia. Segundo apuração da jornalista Milena Teixeira do site Metrópoles, aliados discutem a criação de um comitê regional para organizar ações e ampliar a vantagem do petista, que nas eleições de 2022 chegou a superar 65% dos votos válidos na nordeste.
A ordem interna é clara: manter a dianteira e aumentar a diferença num cenário que começa a mostrar sinais de desgaste.
Nos bastidores, a estratégia inclui uma comunicação mais direcionada ao público nordestino e uma agenda mais intensa de viagens. Lula deve percorrer diversos estados até outubro, com foco em entregas e eventos público. A avaliação do núcleo político é de que presença física e discurso alinhado com pautas locais ainda são determinantes para segurar a base eleitoral.
O problema é que, enquanto Lula tenta reforçar sua presença, o PT enfrenta turbulência na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste. O governo de Jerônimo Rodrigues acumula críticas por gestão e segurança pública, enquanto disputas internas envolvendo figuras como Rui Costa e Geraldo Júnior ampliam o desgaste.
Ao mesmo tempo, investigações sobre o sistema prisional, incluindo denúncias ligadas ao caso do ex-deputado Uldurico Júnior no presídio de Eunápolis e a crise envolvendo aliados do MDB de Geddel Vieira Lima, aumentam a pressão política e colocam o partido sob forte escrutínio no estado.
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