
No dia 13 de maio de 1917, na pequena cidade de Fátima, em Portugal, três crianças humildes, Lúcia dos Santos e os primos Francisco e Jacinta Marto, afirmaram ter visto a aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria. A mensagem dada aos chamados “três pastorinhos” falava de oração, penitência, conversão e esperança em tempos de guerra, perseguição religiosa e sofrimento humano.
As aparições aconteceram meses antes da Revolução Russa que implantaria o comunismo soviético, e um dos pontos que mais marcaram a devoção de Fátima foi justamente o alerta atribuído à Virgem Maria sobre os “erros da Rússia” que poderiam se espalhar pelo mundo.
Ao longo das décadas, a mensagem de Fátima passou a ser interpretada por milhões de católicos como um forte chamado espiritual contra regimes ateus e totalitários que perseguiam a fé cristã. Durante o século XX, especialmente na Guerra Fria, líderes religiosos e fiéis associaram diretamente as revelações de Fátima ao combate ao comunismo, citando perseguições a cristãos na União Soviética, Cuba, China e outros países socialistas.
O papa João Paulo II, um dos maiores devotos de Nossa Senhora de Fátima, chegou a afirmar que acreditava ter sobrevivido ao atentado de 1981 graças à intercessão da santa portuguesa.
Mais de um século depois, Fátima continua reunindo milhões de peregrinos todos os anos em Portugal e em igrejas espalhadas pelo mundo, inclusive no Brasil. Para os devotos, a mensagem deixada aos pastorinhos permanece atual: oração, fé, defesa da liberdade religiosa e esperança diante de crises políticas, guerras e perseguições ideológicas.
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