
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atravessa um dos momentos mais delicados do terceiro mandato justamente nas áreas que mais pesam para o eleitor brasileiro. Levantamento do instituto Datafolha mostrou forte desgaste da gestão em temas como segurança pública e combate à corrupção, enquanto 70% dos entrevistados afirmaram enxergar uma relação mais de confronto do que de colaboração entre Lula e o Congresso Nacional.
Em meio a esse cenário, a crise envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro ganhou ainda mais temperatura após a repercussão da ligação do senador Flávio Bolsonaro com o caso. Durante agenda na Bahia, Lula preferiu não comentar o assunto e jogou a responsabilidade das investigações para a Polícia Federal, numa estratégia vista em Brasília como tentativa de evitar desgaste ainda maior.
Aliados do Palácio do Planalto também trabalham para reduzir atritos com o ministro Alexandre de Moraes, enquanto cresce a preocupação com possíveis novos desdobramentos de investigações que atingem aposentadorias do INSS, suspeitas financeiras e decisões envolvendo concessionárias estaduais.
Outro ponto que aumentou a tensão política foi a informação de que parte desses inquéritos tem relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. A oposição já explora o desgaste nas redes sociais e no Congresso, tentando colar no governo a imagem de fragilidade política num momento em que pesquisas mostram queda de confiança em áreas consideradas prioridade pela população brasileira.
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