
O que era para ser uma demonstração de força política acabou virando motivo de cochicho nos bastidores de Lauro de Freitas. O lançamento da pré-candidatura da ex-prefeita Moema Gramacho (MDB) à Câmara dos Deputados, realizado na última sexta-feira (29), ficou marcado pelo público abaixo do esperado e acendeu o sinal de alerta entre aliados.
Quem esteve no evento relata que a movimentação passou longe da mobilização que o grupo político de Moema esperava apresentar. Em vez de uma demonstração de prestígio no município onde governou por quatro mandatos, o ato acabou alimentando dúvidas sobre o atual poder de convocação da ex-prefeita em seu principal reduto eleitoral.
Havia mais políticos no espaço do que população. A avaliação de interlocutores é que o resultado pode refletir o desgaste acumulado nos últimos anos, especialmente após a derrota do grupo nas eleições municipais de 2024, quando Débora Regis (União Brasil) venceu a disputa pela Prefeitura com ampla vantagem.
Mobilização foi considerada frustrante. Para evitar um esvaziamento ainda maior, lideranças do MDB teriam recorrido à convocação de apoiadores de cidades vizinhas. O trabalho teria contado com o apoio do deputado estadual Matheus Ferreira (MDB), apontado como parceiro eleitoral de Moema na região.
Outro ponto que chamou atenção foi a presença dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, principais nomes do MDB baiano. A aproximação da ex-prefeita com o grupo continua dividindo opiniões entre antigos aliados. Para parte dos apoiadores históricos, a mudança representa uma guinada significativa em relação à trajetória política construída por Moema ao longo de décadas ao lado do PT.
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Cadê as malas, Geddel?
Moema destruiu Lauro de Freitas. Aqui não tem voto.