
Jerônimo Rodrigues tentou atacar ACM Neto, mas acabou mostrando exatamente o que a Bahia inteira já percebeu: o governador não tem resposta convincente para a explosão da violência no Estado.
Ao chamar o ex-prefeito de Salvador de “profeta do caos” e sugerir que ele “se mude para Goiás”, o petista preferiu a ironia ao enfrentamento real do problema. ACM Neto mostrou uma área de Salvador dominada por facção criminosa, com famílias acuadas e sinais claros de abandono, mas Jerônimo Rodrigues respondeu como se o drama da população fosse apenas uma jogada eleitoral.
O ponto que Jerônimo Rodrigues tenta esconder é simples: segurança pública é responsabilidade direta do governo estadual. O PT comanda a Bahia há cerca de 20 anos, passando por Jaques Wagner, Rui Costa e agora Jerônimo Rodrigues, e mesmo assim o crime organizado avançou, ocupou bairros, expulsou moradores, impôs medo e transformou comunidades em áreas onde o cidadão de bem perdeu o direito básico de circular em paz.
Quando um governador é confrontado com esse cenário e responde atacando ACM Neto, ele não demonstra força. Demonstra incômodo, acuamento e falta de plano.
Os próprios números oficiais derrubam a tentativa de maquiar a crise.
Em 2025, a Bahia registrou 3.884 mortes violentas, segundo a Polícia Civil, mesmo com redução em relação ao ano anterior. No primeiro trimestre de 2026, foram 864 mortes violentas, além de cerca de duas mil armas apreendidas e 24 fuzis localizados, segundo balanço divulgado pela Secretaria da Segurança Pública. A própria SSP informou que as forças estaduais e federais chegaram a 200 operações contra facções apenas em 2026. Ou seja: se há tanta operação, tanto fuzil e tanta facção sendo combatida, é porque o problema não é invenção de ACM Neto, é realidade nas ruas da Bahia.
Jerônimo Rodrigues também tentou puxar o debate para alfabetização, saúde e gestão municipal, mas isso não responde à mãe que tem medo de deixar o filho sair de casa, ao trabalhador que cruza área dominada por criminosos, ao comerciante ameaçado e ao morador expulso pela força das facções.
O governador pode repetir discurso, fazer evento no CAB e atacar ACM Neto quantas vezes quiser, mas a pergunta continua sem resposta: qual é o plano concreto de Jerônimo Rodrigues para retomar os territórios dominados pelo crime?
Até agora, o que apareceu foi um governador acuado, chorão e irritadinho com a oposição e incapaz de explicar por que, depois de duas décadas de PT, a Bahia segue refém da violência.
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