
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) entrou no clima do feriado de Corpus Christi para responder, sem citar diretamente o nome de ACM Neto (União Brasil), à provocação feita pelo ex-prefeito de Salvador sobre a comparação dos indicadores da Bahia com estados como São Paulo e Goiás. Depois de Neto dizer que pretende confrontar a realidade baiana em áreas como saúde e segurança para “humilhar Jerônimo”, o petista apareceu nas redes em tom religioso, com a frase “os humilhados serão exaltados” e a legenda: “A humildade ensina, o trabalho transforma e a fé sustenta”.
A resposta virou munição política porque ocorre justamente no momento em que a segurança pública segue como uma das maiores pressões sobre a petezada baiana.
O Atlas da Violência 2026, produzido pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontou que o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, com taxa de 20,1 por 100 mil habitantes, enquanto a Bahia aparece novamente entre os estados mais violentos do país e concentra parte importante dos municípios com maiores índices de letalidade.
Ou seja: enquanto Jerônimo tenta levar o debate para o campo da fé e da humildade, a oposição quer puxar a conversa para os números que atingem a vida real do baiano.
A publicação de Jerônimo não passa de uma tentativa de transformar crítica política em narrativa de vitimização.
ACM Neto, por outro lado, tenta fixar a ideia de que a comparação com outros estados pode expor falhas da gestão petista em áreas sensíveis, especialmente segurança e saúde.
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