
Enquanto a Bahia cobra resultado, segurança, obra, gestão e solução para problemas que afetam a vida real do povo, Jerônimo Rodrigues volta ao centro de uma articulação que, nos bastidores, é vista como mais um capítulo do velho toma lá, dá cá da política baiana. O governador encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia o nome da procuradora Camila Vasquez Gomes Negromonte para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, cargo aberto desde a aposentadoria do conselheiro Mário Negromonte, pai do deputado federal Mário Negromonte Júnior e sogro da indicada.
A escolha ocorre quase um ano depois da entrega da lista tríplice, formada por Camila Vasquez Gomes Negromonte, Guilherme Costa Macêdo e Aline Paim Monteiro do Rego, e deve passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação no plenário da ALBA.
O detalhe que faz a indicação ganhar peso político é justamente o entorno da decisão: Camila Vasquez Gomes Negromonte é esposa de Mário Negromonte Júnior, parlamentar que deixou o PP e se filiou ao PSB, partido da base governista, em meio a um tabuleiro eleitoral cada vez mais movimentado para 2026.
A vaga era reservada ao Ministério Público de Contas, e a indicada é procuradora de carreira, mas a demora de quase um ano e a reacomodação política de Mário Negromonte Júnior alimentam a leitura de que Jerônimo Rodrigues governa mais olhando para apoios, cargos e espaços de poder do que para a fila de problemas urgentes da Bahia.
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